quarta-feira, 11 de março de 2009

Fazer uma plástica?

O Brasil é conhecido como o paraíso das cirurgias plásticas. Dados de uma pesquisa da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica aponta que, pela primeira vez, os implantes de silicone ultrapassaram as lipoaspirações, até então a preferida dos brasileiros.
As mulheres foram as que mais procuraram os procedimentos estéticos: 402 mil contra 55 mil homens. Em termos de comparação, em 2008 foram feitos 116.821 procedimentos cardiovasculares no País, segundo dados da Sociedade Brasileira de Cirurgia Cardiovascular e do DataSUS.
De acordo com o presidente da SBCP, José Yoshikazu Tariki é preciso se atentar à qualidade dos médicos. "Algumas especialidades são tão específicas que só deveriam ter profissionais capacitados atuando", afirma. A preocupação de Tariki tem fundamento. A legislação brasileira permite que o médico exerça qualquer especialidade, mesmo que não tenha o título de especialista na área.
O reflexo para a cirurgia plástica pode ser medido por uma pesquisa do Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp). Entre 2001 e 2008, de acordo com dados do conselho, 97% dos médicos denunciados ao órgão por erros ou imperícia durante a realização de cirurgias plásticas não tinham o título de especialização na área. Segundo o médico cirurgião plástico Fábio Prado Filipi, a formação de um especialista demora 11 anos. Depois, o médico é avaliado por prova pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica para ser reconhecido. "Mas não é tudo. É necessário fazer especializações, participar de seminários e outros eventos para se aprimorar e manter o registro", explica.
(matéria publicada no Jornal de Jundiaí, 09/03/2009)

Comentário:

Fazer uma cirurgia plástica deveria ser a última solução para quem resolve se tornar mais bonito. No entanto, o que se nota é justamente o contrário. Tem pessoas que recorrem a este caminho, supostamente mais fácil, sem pensar nas consequências.
É necessário estar consciente de que uma lipoaspiração, uma mamoplastia, um implante de silicone, é uma cirurgia e, portanto, oferece riscos.
Recordo-me daquele cantor, vocalista do grupo LS Jack, o Marcus Menna, que recorreu a uma lipoaspiração e acabou ficando com sequelas, por ter ocorrido problemas no procedimento. Uma promissora carreira, um jovem no auge do sucesso e tudo interrompido por vaidade, pois o rapaz já tinha um belo físico e não precisava se submeter a este tipo de cirurgia.
Infelizmente esse não foi um caso isolado. É comum abrir os jornais atualmente e ler histórias de outras pessoas que também ficaram com sequelas ou até mesmo vieram a falecer, como foi o caso de Adriana Mabi Lafrete, de 35 anos, que morreu esta semana, no dia 09 de março. Uma mulher que era considerada a mais bonita do seu bairro. Os conhecidos dela afirmaram em entrevista, para o jornal Agora, que ela tinha um belo corpo e não precisava de uma intervenção cirúrgica. E mesmo sem uma real necessidade, ela se submeteu a uma lipoaspiração, uma ninfoplastia (redução dos lábios vaginais) e uma mamoplastia (empinou os seios) e veio a falecer, por ter sofrido complicações e ter sido acometida por uma infecção generalizada. Deixou o jovem esposo viúvo e uma filha de dois anos órfã. Talvez pudesse ter acontecido de outra forma.
Recentemente acompanhei uma entrevista com um psicólogo e com um cirurgião plástico que orientaram as pessoas a refletirem antes de decidir a fazer uma plástica. Alguns indivíduos, principalmente mulheres, quando se sentem abandonados pelos parceiros, resolvem passar por uma intervenção cirúrgica. E, geralmente em casos assim, a resposta não está na aparência física.
Alguém que tem ou está com baixo autoestima ou depressão, por exemplo, tem a tendência de acreditar que a sua infelicidade tem a ver com a sua aparência e que um procedimento desse tipo resolveria todo o problema, mas isso é um mito. Às vezes é importante parar e buscar as verdadeiras respostas dentro de si e não no exterior.
Ao se deparar com uma situação assim o profissional precisa saber orientar seus pacientes a pensar melhor ou buscar um psicólogo.
E, mais ainda, é responsabilidade de cada um driblar as vicissitudes da vida e preocupar-se mais com o conteúdo espiritual e intelectual, pois a beleza interior, a experiência e o conhecimento adquiridos com a vida, o tempo não tira.
Há histórias e histórias, casos e casos. Para algumas pessoas, não existe outra solução, mas para uma grande maioria, o que está faltando, é despertar o bom senso. Pergunte-se: Será que frequentar uma academia não resolveria o problema, mesmo que demore um pouco mais? Por que optar por um caminho mais rápido e, de certa forma, mais perigoso?
Mas se você já pensou tudo o que precisava e está decidido que, para você, esse é o caminho mais viável, então, saiba que é preciso estar atento com alguns detalhes como: escolher um bom profissional e clínica. Conheça outras pessoas que fez cirurgia naquele local e se os profissionais e a clínica está apta a funcionar. E boa sorte. É saudável querer se cuidar e estar sempre bonito, mas cuidado para essa não ser busca e o objetivo mais importante de sua vida!

Um comentário:

  1. Exatamente a colocação acima está correta...infelizmente foi uma fatalidade que ocorreu, sou paciente do médico que operou Adriane Mabi...ele é conceituado, é associado do SBCP tem prêmios como Ivo Pitangy entre outros...ele é dedicado, atencioso, delicado e toma todos os cuidados pré-cirurgico, cirurgico e pós-cirurgico. E até hoje após 10 meses da cirurgia que fiz com ele, ele ainda é atencioso e ainda tenho retornos com ele na clínica para saber como estou, minha mãe também vai junto... e nota-se o comprometimento dele com cada paciente e o carinho...
    Deixo aqui meus sentimentos a família desta moça que Deus possa ajuda-los
    E deixo meu carinho ao médico, pois pra ele também não está sendo fácil.
    Abraços Danielle

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