segunda-feira, 30 de março de 2009

você sabia?

O que você diria se alguém lhe dissesse que o Drácula já existiu? Não acredita? Pois saiba que ele já existiu sim. Mas não era um vampiro como mostra o escritor Bram Stoker em seus livros ou os filmes de Hollywood. Ele foi um príncipe romeno, chamado Vlad III, muito cruel e por isso inspirou o livro e filme.
O príncipe e conde romeno nasceu em 1431. Chegou a governar a Valáquia (região vizinha à Transilvânia, na qual Vlad III morou por alguns anos). Ambas cidades ficam situadas na atual Romênia.
Por causa da história escrita por Stoker, a Transilvânia é conhecida como uma cidade ligada a monstros e criaturas sobrenaturais. Já tentaram implantar lá um grande parque de diversões do terror, mas muitos habitantes da região e a igreja não permitiram. De qualquer forma, em seu local de origem, Vlad III é reconhecido por sua real história e não pela que foi inventada por Hollywood. Na Romênia, ele é considerado um herói nacional, por ter lutado contra os turcos que tentaram dominar a região.
O pai de Vlad III, Vlad II, tinha o apelido de “Drache” e era membro da ordem do Dragão, um grupo de cavaleiros cristãos que lutavam contra o avanço do Império Turco Otomano pela Europa. A palavra “Drache”, ou Dragão, é uma palavra alemã e é similar a forma como é escrita em Romeno, que é “Drac”, e pode significar dragão ou diabo. Na língua romena, falada pelo príncipe, dracul significa dragão, e em razão disso, Vlad III recebeu o apelido de Draculae, que significa literalmente, “Filho do Dragão”. No entanto, dracul, em romeno, também significa demônio, assim também, houve quem afirmasse que o apelido queria dizer “Filho do Demônio”. Na verdade, o apelido é escabroso, seja um ou outro.

Para entender um pouco melhor a trajetória do príncipe:
Uma parte do Império Romano conhecido originalmente como Dacia, estava sob o controle da Hungria, isso por volta do século XI. Esse país nunca tinha sido independente, exceto por um pequeno período. Ficou alternadamente sob o controle da Hungria e do Império Otomano por bastante tempo, quando, então, os Turcos Otomano tomaram o controle da região.
A Valáquia, enquanto isso, era governada por Vlad II, pai do príncipe romeno que o entregou aos Turcos ainda criança, juntamente com outros jovens da sua idade, como moeda de troca para acalmar os colonizadores. Por cauda disso, Vlad III acabou ficando preso pelos adversários por, aproximadamente, 12 anos. Nesse período aprendeu táticas de guerra e treinamento militar. Durante este tempo, o pai e o irmão do príncipe romeno, foram assassinados pelo exercito, liderado por Jonh Hunyadi, da Hundria, inimigos dos Turcos e que também tinha interesse em conquistar a cidade do Drácula.
Hunyadi, assim que dizimou a família do príncipe romeno, colocou o próprio filho no lugar para governar a região, como vassalo do rei da Hungria. Entretanto, logo que tomou conhecimento sobre o que tinha ocorrido, os Turcos libertaram Vlad III. Este fugiu para à Transilvânia, montou um exercito e construiu um castelo. Com o passar do tempo conseguiu reaver o trono da Valáquia.
O governou do príncipe romeno, no século XV, foi, segundo os historiadores, pontuado de atos muito cruéis. Ele tratava seus inimigos com muito rigor e frieza. E não reservava este tratamento apenas aos adversários de guerra, mas a todos os que não concordavam com ele ou que atentasse contra os “bons costumes”. A punição preferida que aplicava aos condenados era o empalamento, método que consistia em atravessar a pessoa com uma estaca de madeira. Esta era enfiada no ânus da vítima até que o instrumento saísse na outra extremidade do corpo, como no peito ou na boca. Geralmente, as pessoas que eram empalamadas acabavam morrendo, pois não resistiam aos ferimentos. Era comum ele deixar as pessoas penduradas agonizando até que a morte acontecesse. Esta podia se dá em um dia ou mais. Com isso, acabou ficando conhecido, também, como Vlad Tepes, que em romeno significa: Vlad, o Empalador.
Além de empalamar, havia outros castigos tão cruéis quanto, com os quais costumava sentenciar aqueles a quem julgava como culpados, como: Esmagamento por cavalos, queimar as vítimas vivas ou cozinha-las, entre outros.
Essas histórias foram narradas pelos vencedores da guerra que, acredita-se, possam ter exagerado na crueldade de Vlad, afinal nem o personagem, e nem sua família foram pessoas bem quistas pelos seus inimigos. Muitos dizem que ele dizimava por prazer, enquanto outros historiadores afirmam que ele foi justo, e que, apesar de ter sido um homem cruel, sempre empregava as suas sentenças com justiça. Vlad Tepes acabou morrendo em uma batalha contra os turcos, em 1476. Foi decapitado e sua cabeça foi pendurada pelos seus inimigos para que ficasse evidente a todos que o torturador estava morto. E assim, com o tempo, surgiu o poderoso vampiro Conde Drácula. E agora, sempre que você ouvir falar dele, você saberá que esse personagem foi inspirado em um personagem histórico e real, que apesar de muito cruel, foi e ainda é considerado um herói nacional romeno. Alguém com uma história fascinante e sem os dentes afiados ou gosto por beber sangue!

Redução IPI

Finalmente o governo admitiu: a baixa do IPI (imposto sobre produtos industrializados) sobre veículos foi prorrogada por mais três meses. Essa medida se mostrou positiva e fez com que as vendas de veículos aumentassem. A novidade é que, agora o governo estendeu a baixa do IPI também para os materiais de construção. Foram mais de vinte itens que teve o IPI reduzido e alguns até zerado, como o cimento e os chuveiros, por exemplo. Em compensação o imposto sobre o cigarro aumentou 30%. Apesar de acreditar que os fumantes devem estar bem chateados com a situação, achei a resolução do governo muito boa, pois aliviou a carga tributária em uma área importante e que vai ajudar tanto na contratação de mais mão-de-obra, quanto vai incentivar, a que, pessoas mais simples possam fazer suas reformas e até construções. As motocicletas também tiveram redução de impostos. Acredito que essa medida, além de incentiver as vendas, vai deixar os aventureiros felizes. E quantos aos cigarros... Bem, é a chance de parar com o vício que devora por dentro, ou então se preparar para gastar um “tiquito” mais... São as escolhas que a vida impõe!

sábado, 28 de março de 2009

Recomeço


Enfim... Sinto-me livre!
Como a brisa,
que vai direcionando leve e sutilmente o seu destino.
Não como o vento,
que, arrebatador, desorganiza tudo por onde passa.
Me vou, nem sempre tranquila, é bem verdade, mas inteira.
Descobrindo o equilíbrio e o sentido!

Enfim... Sinto-me livre!
Liberdade conquistada,
Recheada de autoconhecimento,
Permeada de vitórias e fracassos, lágrimas e risos...

Enfim... Livre!
Dos enganos e dos engodos!
Os fantasmas do passado exorcizados...
E pronta para recomeçar!
Posto que a vida é sempre um eterno recomeço...
Imagem: Rafaela Argolo

quarta-feira, 25 de março de 2009

Inadimplência


Mais uma vez foi reduzida a previsão de crescimento da economia para este ano. De acordo com o levantamento de março feito pela Febraban (Federação Brasileira dos Bancos), a estimativa é de 0,3% de crescimento, ante 1,9% em janeiro. A inadimplência, segundo a Folha de São Paulo, terá o maior nível desde 2000, se a projeção se confirmar.
Segundo a pesquisa da Febraban de Projeções e Expectativas de Mercado, realizada nos dias 19 e 20 de março com 33 instituições financeiras, a taxa projetada para inadimplência neste ano é 0,5 ponto percentual, 5,04%, maior que a de janeiro que era 4,9%. Também superior que os 4,4% registrados em 2008.
Os bancos acreditam em uma possível recuperação e levantam a hipótese de uma recessão neste ano. A retração da atividade econômica, o aumento do desemprego e a queda da renda devem elevar a inadimplência.
A expectativa de crescimento para as operações de crédito em março é de 14,2%, 2 pontos percentuais abaixo do que foi estimado em janeiro. Sendo que em 2008, a expansão foi de 31,1%. No entanto as piores perspectivas estão sobre o crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) da indústria, que deverá ficar negativo em 1,3%, conforme pesquisa de março, esse resultado vai contra os 1,3% positivos que estavam sendo esperados. Para a Selic, a taxa baixa de juros, a estimativa é que encerre 2009 em 9,25% ao ano, contra perspectiva anterior de 10,75%.
O economista-chefe da Febraban, Rubens Sardenberg, acredita que o desempenho da economia brasileira vai depender do cenário internacional e, mais especialmente, da trajetória norte-americana. A economia brasileira tem chance de se recuperar com a indicação de que a economia americana deixou de piorar.
Segundo a Folha, os analistas de bancos consultados também estão confiantes da recuperação da economia brasileira já em 2010. 59,3% dos pesquisados acreditam que é o que vai acontecer. Também é considerável o percentual dos que apostam que isso ocorra ainda neste ano: 33,3% dos entrevistados. Cerca de 7% disse que acham que a recuperação só será possível a partir de 2011.
Lula comentou, em uma entrevista recente, que esta crise deve ser considerada "apenas uma marola". E não caracterizo como uma declaração infeliz. Acredito que no papel de líder, ele não deve incutir desespero na população. O papel a ser desempenhado por ele é batalhar por melhorar a situação, mas sem causar pânico no povo, afinal um povo preocupado e desesperado, tende a tomar decisões impulsivas, o que não seria positivo para ninguém.

HPV

O HPV é uma Doença Sexualmente Transmissível (DST). A sua sigla significa Papiloma Vírus Humano, que é uma família de vírus com mais de 200 tipos e subtipos diferentes entre si. Eles podem ser classificados em dois grupos: Os de baixo risco de câncer e os de alto risco. Somente os que são considerados de alto risco, estão relacionados a tumores malignos. Vive na pele e nas mucosas genitais como vulva, vagina, colo do útero e pênis. Podem causar lesões visíveis, como verrugas, mais conhecidas como “crista de galo” ou ficar instalado no corpo sem se manisfestar.
Os vírus de alto risco, que oferecem uma probabilidade maior de provocar lesões persistentes e estão associados a lesões pré-cancerosas são os tipos 16, 18, 31, 33, 45, 58 entre outros outros. Já os HPV de tipo 6 e 11, encontrados na maioria das verrugas genitais (condilomas genitais) e papilomas laríngeos, parecem não transmitir riscos de progressão para malignidade, apesar de serem encontrados em pequena proporção em tumores malignos.
Apesar de não haver cura, segundo o ginecologista Edson Lucena, tem como controlar e fazer com que ele “adormeça”, através de processos físicos ou químicos. O diagnóstico precoce impede que o paciente tenha complicações futuras. No entanto, a melhor forma de combater o HPV ainda é através da prevenção.

Em mulheres:
De acordo com os estudos sobre o assunto, há evidências de que 50% a 80% das mulheres sexualmente ativas serão infectadas por um ou mais tipos de HPV em algum momento de suas vidas. Porém, a maioria das infecções é transitória, sendo combatida espontaneamente pelo sistema de imunidade do próprio organismo, principalmente nas mais jovens. No entanto, é preciso ficar atenta, pois há os casos em que o organismo não tem força suficiente para combater o vírus sozinho.
Embora esteja comprovado que a infecção em consequência do HPV é muito comum (de acordo com os últimos inquéritos de prevalência realizados em alguns grupos da população brasileira, estima-se que cerca de 25% das mulheres estejam infectadas pelo vírus), somente uma pequena fração (entre 3% a 10%) das mulheres infectadas com um tipo de HPV de alto risco, desenvolverá câncer do colo do útero, se fizer o tratamento adequado. Há fatores que podem tornar maior a possibilidade de se desenvolver um câncer de colo de útero como: Um número elevado de gestações, uso de contraceptivos orais (pílula anticoncepcional), tabagismo, pacientes tratadas com imunosupressores (transplantadas), infecção pelo HIV e outras doenças sexualmente transmitidas (como herpes e clamídia).

Em homens:
O HPV no homem é muito difícil de ser diagnosticado, apesar de não raro. Isto significa que o homem também pode ser um transmissor. O vírus pode se manisfestar como verrugas ou pode ser assintomático (não apresentar sintomas), ou seja, de forma microscópica. Lesões por HPV no homem, também são responsáveis pelo câncer de pênis, daí a importância de visitar o médico regularmente.

Formas de contágio:
A transmissão se dá por diversas maneiras:
- Por meio das relações sexuais, podendo causar lesões na vagina, pênis, câncer de colo do útero, câncer de pênis e ânus. Apesar de nem todo HPV levar ao câncer, segundo o ginecologista Edson Lucena, está comprovado que a maioria das mulheres que desenvolvem tumores malignos no colo do útero foram antes infectadas pelo HPV. As infecções subclínicas (que são assintomática), são encontradas no colo do útero e pênis. O desenvolvimento de qualquer tipo de lesão clínica ou subclínica em outras regiões do corpo é bastante raro.
- Através de objetos contaminados como a maçaneta da porta, vaso sanitário, toalha de banho, entre outros, por isso, é importante sempre lavar as mãos antes e após usar o banheiro. Mesmo um indivíduo que não saiba que tem a doença pode ser um transmissor.
- As pesquisas sobre o assunto demonstram que, quando um indivíduo está contaminado, há presença dos vírus na pele, na laringe (cordas vocais) e no esôfago, embora mais raro.
- Na maioria das vezes as infecções por HPV, podem não apresentar sintomas e pode entrar em ação após determinadas situações como na gravidez ou em uma fase de estresse, quando a defesa do organismo fica abalada.

As formas de detectar a presença do vírus no organismo são:
- Em seus estágio iniciais, as doenças causadas pelo HPV podem ser tratadas com sucesso em 90% dos casos, impedindo que o paciente tenha maiores complicações no futuro.
- O HPV pode ser controlado, mas ainda não há cura contra o vírus. Deve ser feito o acompanhamento sistemático.
- A melhor arma contra o HPV é a prevenção e fazer o diagnóstico o quanto antes.
- As verrugas genitais encontradas no ânus, no pênis, na vulva ou em qualquer área da pele, podem ser diagnosticadas pelos exames urológico (pênis), ginecológico (vulva) e dermatológico (pele). Nas mulheres, o diagnóstico subclínico das lesões precursoras do câncer do colo do útero, produzidas pelos papilomavírus, é feito através do exame citopatológico (exame preventivo de papanicolau). Já os homens deverão procurar um urologista e fazer uma peniscopia (visualização do pênis através de lente de aumento), ou teste de biologia molecular (exame de material colhido do pênis para pesquisar a presença do DNA do HPV). O diagnóstico precisa ser confirmado através de exames laboratoriais de diagnóstico molecular, como o teste de captura híbrida, biopsia e o PCR.
- A ocorrência de HPV durante a gravidez não implica obrigatoriamente numa má formação do feto, nem impede o parto vaginal (parto normal). Será o médico quem indicará qual a melhor opção de parto após analisar o individual caso de cada paciente.
- A mulher pode sentir uma leve coceira, ter dor durante a relação sexual ou notar um corrimento. O mais comum, no entanto, é ela não perceber qualquer alteração em seu corpo. Daí a importância do exame preventivo (papanicolau) anual.

Prevenção:
- Manter cuidados higênicos;
- Nunca sentar em vasos sanitários de banheiros públicos;
- Ter parceiro fixo ou reduzir o número de parceiros;
- Visitar regularmente seu ginecologista / urologista para fazer todos os exames de prevenção. Para quem não tem convênio médico, o ideal é procurar os postos de saúde do SUS (Sistema Único de Saúde), que estão disponíveis em todos os estados do país. Os exames são gratuitos. Procure a Secretaria de Saúde do seu município para obter informações;
- Caso seja detectado a presença do vírus no seu organismo, torna-se necessário que o seu parceiro também procure um médico para verificar se ele(a) também está infectado com o vírus;

Vacina contra HPV:
Existe uma vacina contra o HPV para as mulheres. Foi criada com o objetivo de prevenir a infecção por HPV e, dessa forma, reduzir o número de pacientes que venham a desenvolver câncer de colo de útero. Apesar dos resultados promissores nos estudos clínicos, ainda não há evidência suficiente da eficácia da vacina contra o câncer de colo do útero.
As vacinas desenvolvidas combatem apenas alguns tipos desse vírus. É certo, de acordo com especialistas, que o real impacto dessa vacina, só poderá ser observado após décadas. É importante deixar claro que a adoção da vacina não substituirá a realização regular do exame preventivo. Trata-se de mais uma estratégia possível para o enfrentamento do problema. Ainda há perguntas sem respostas relativas à vacina:
- Ela só previne contra as lesões pré-cancerosas ou também contra o desenvolvimento do câncer de colo do útero?
- Qual o tempo de proteção conferido pela vacina?
- Levando-se em conta que a maioria das infecções por HPV é facilmente debeladas pelo Sistema imunológico, como a vacinação afeta a imunidade natural contra o HPV?
- Como a vacina afeta outros tipos de HPV associados ao câncer de colo de útero?
- Se os tipos 16 e 18 forem efetivamente suprimidos, outros tipos podem emergir como potencialmente associados ao câncer de colo do útero?
Antes de a vacinação ser recomendada como política de atenção oncológica, todas estas perguntas precisam ser respondidas. Existe um comitê de acompanhamento da vacina, formado por representantes de diversas instituições ligadas à saúde e liderado pelo INCA (Instituto Nacional de Câncer), que avalia periodicamente se é oportuno recomendar a vacinação em larga escala no país. Até o momento o comitê decidiu pela não incorporação da vacina contra o HPV no Programa Nacional de Imunizações (PNI).

Coma a vacina age no organismo:
A vacina estimula a produção de anticorpos específicos para cada tipo de HPV. A proteção contra a infecção vai depender da quantidade de anticorpos produzidos pelo individuo vacinado, a presença destes anticorpos no local da infecção e a sua persistência durante um longo período de tempo.
Não há risco de infecção pela vacina. No desenvolvimento dela, consegue-se identificar a parte principal do DNA do HPV. Depois, usando-se um fungo (Sacaromices cerevisiae), obteve-se apenas a “capa” do vírus, que mostrou induzir fortemente a produção de anticorpos quando administrada em humanos.
A duração da imunidade conferida pela vacina ainda não foi determinada, visto que só começou a ser comercializada no mundo há cerca de dois anos. Até o momento, só se tem convicção de cinco anos de proteção. Na verdade, embora se trate da mais importante novidade surgida na prevenção à infecção pelo HPV, ainda é preciso delimitar qual seu alcance sobre a incidência e a mortalidade do câncer de colo do útero.
A forma como as informações sobre o uso e eficácia da vacina, nem sempre tem chegado a população de forma adequada. É imprescindível esclarecer sob que condições a vacina pode se tornar um mecanismo eficaz de prevenção para não gerar uma expectativa irreal de solução do problema e desmobilizar a sociedade e seus agentes com relação às políticas de promoção e prevenção que vêm sendo realizadas. Deve-se informar que, segundo as pesquisas, as principais beneficiadas serão as meninas antes da fase sexualmente ativa.
- A vacina é apenas para o sexo feminino. Fica restrita a mulheres entre 9 e 26 anos;
- São necessárias três doses, em intervalos de tempo diferentes. Toma-se a primeira dose, dois meses depois, a segunda e quatro meses depois a terceira e última dose;
- Embora o INCA ainda faça pesquisas sobre a total eficácia da vacina, em casos de prevenção ela foi considerada por muitos especialistas como confiável e satisfatória;
- São dois tipos de vacina, sendo que uma protege a paciente contra o câncer de colo do útero e verrugas, e custa R$ 520. E a outra protege apenas contra o câncer, e custa R$ 380. Os tipos 16 e 18 estão presentes em 70% dos casos de câncer de colo do útero e os tipos 6 e 11, estão sempre presentes em 90% dos casos de verrugas genitais;
- A vacina não tem efeitos colaterais, podendo causar apenas febre baixa e uma leve dor no braço, onde é aplicada. Grávidas não podem ser vacinadas;
- O SUS ainda não disponibiliza a vacina em seus postos;
- Para quem reside em Jundiaí e região, pode procurar o laboratório de vacinas, Clemed, o telefone de lá é 11 45213633;

Informações do Inca – Ministério da Saúde. Caso deseje tirar dúvidas: contato@inca.gov.br

sábado, 21 de março de 2009

Como está sua vida profissional, mulher?

Dia desses, estava cruzando a cidade de carro com uma conhecida, quando avistamos alguém 'apanhando' para estacionar e dois homens em volta do carro tentando orientar a pessoa. Foi aí que a minha amiga comentou:“Aposto que é mulher!” Então eu reclamei do comentário. No entanto, assim que passamos pelo veículo, percebemos que realmente era uma mulher que estava ao volante. Aí, minha amiga explicou o que ela quis dizer: “Sabe, o que quero dizer, é que as mulheres precisam ser mais seguras. Essa moça só está apresentando dificuldade em estacionar, porque está sendo assistida por esses rapazes”. E, depois que minha amiga explicou o seu raciocínio, eu tive que concordar com ela. É necessário que as mulheres assumam o lugar que conquistou. Não quero bancar a machista, muito menos a feminista. É claro que há mulheres que confiam em si mesma, entretanto apesar de muitas delas ser profissionais competentes, não são reconhecidas e reclamam disso. Por que será que isso acontece?
Por coincidência, estava lendo a Revista Nova e achei um artigo de um homem que acho muito sábio, o psiquiatra e palestrante organizacional Roberto Shinyashiki. Ele estava fazendo uma análise do comportamento de algumas mulheres na vida profissional e dando alguns conselhos. Desde que haja capacidade, tem-se que ter confiança em si mesma e fazer acontecer. Claro, que dentro de principios éticos e do respeito aos demais. Como achei muito interessante, resolvi transcrever o texto dele para o meu blog. Veja abaixo:

Muitas mulheres me perguntam o que fazer para ser notadas pela chefia ou reconhecida por funcionários e clientes. Se você vem alimentando o mesmo desejo, deixe-me contar uma história antes de mais nada. No ano passado, tive de lutar com muita energia para impedir que uma funcionária sensacional da minha empresa fosse demitida.
Preciso dizer que sou o tipo de empresário que dá liberdade para os meus colaboradores contratarem e demitirem quem eles quiserem. Mas sempre fico de olho nesse processo. O que mais me chamou a atenção nesse episódio foi o seguinte: alguns dos meus gerentes entraram na minha sala para dizer que aquela profissional estava com uma péssima performance e deveria ser dispensada. Procurando ser justo com todas as partes envolvidas, conversei várias vezes com ela. E acabei descobrindo o problema: a moça simplesmente não se preocupava em mostrar resultados a ninguém. Portanto, parecia que não produzia conforme o esperado. Um dia, falei: “Três gerentes já vieram dizer que você deve ser demitida. E quero que saiba: se isso acontecer, a responsabilidade será sua”. Ela alegou estar sendo perseguida pelos gestores. Só que, depois desse susto, mudou de atitude: passou a conversar com os colegas de trabalho e viu a importância de mostrar seus pontos fortes.
Você também que ser reconhecida? Então, aumente seu QV, ou quociente de visibilidade! Será que não tem apagado o próprio brilho sem se dar conta? Veja se já passou por alguma destas situações:
- Sua preocupação em ampliar a carteira de clientes é tão grande que você abre mão de participar das reuniões de planejamento.
- Em vez de mostrar aos outros seus méritos, deixa que o gerente se encarregue disso. Mesmo sabendo que ele dá um jeito de levar os louros...
- Nas reuniões, você teme o confronto e não expõe suas ideias.
- Depois de concretizar algum plano – por exemplo, recuperar antigos clientes -, nem passa pela sua cabeça fazer um relatório com dados que comprovem seu emprenho.
De fato, os profissionais mais competentes geralmente não são bons em vender o próprio peixe. E, no jogo da política no trabalho, acabam ficando de lado. Meu amigo Celio Ramos, da Escola de Música e Tecnologia, costumava dizer: “Tudo o que merece ser mostrado tem de ser embrulhado para presente”. Ele tem razão. Se chegar à conclusão de que está se boicotando, procure adotar seis atitudes que vão ajudar a envolver sua competência em papéis e laço e aumentar seu QV. Procure:
- Participar dos encontros promovidos com o alto escalão da empresa ou com os melhores clientes.
- Preparar-se antes de uma reunião, informando-se sobre o que será discutido e quem estará presente.
- Ter algo importante falar – e não perder a oportunidade de dize-lo.
- Ser objetiva e moderada: tagarelar é tão ruim quando emudecer.
- Conversar com o supervisor sobre seus projetos em andamento, se possível uma vez por semana. Além de fazê-lo se sentir importante, é uma excelente oportunidade de mostrar o que você está faltando.
- Mandar o relatório do seu trabalho para toda a equipe, para todos saberem que você é fera.
De agora em diante, tenha em mente que sua carreira é muito importante para você ficar escondida atrás de um computador!
(Revista Nova. Editora Abril. Edição 426, ano 37, nº3 março 2009.)
Imagem: Divulgação.

segunda-feira, 16 de março de 2009

Yamandu em Jundiaí

Essa é para os apreciadores da boa música. Yamandu Costa, violinista e compositor, que é sumidade no meio musical e demonstra sua total intimidade com o violão de sete cordas no momento em que sobe ao palco e encanta o público com diversos estilos musicais, como: Choro, bossa nova, além de muitos outros gêneros como milongas, tangos, zambas e chamamés, e vai se apresentar no Polytheama, no dia 28 de março, às 20h30. O ingresso custará R$ 5,00. Esse evento oferecerá qualidade musical por um valor módico. É a cultura sendo disponibilizada para todos os bolsos.
O espetáculo acontecerá na Rua Barão de Jundiaí, 178, Centro, Jundiaí. O telefone do Polytheama é: 11 4586-2472.
Fica o convite, vá conferir!