quarta-feira, 11 de março de 2009

Fazer uma plástica?

O Brasil é conhecido como o paraíso das cirurgias plásticas. Dados de uma pesquisa da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica aponta que, pela primeira vez, os implantes de silicone ultrapassaram as lipoaspirações, até então a preferida dos brasileiros.
As mulheres foram as que mais procuraram os procedimentos estéticos: 402 mil contra 55 mil homens. Em termos de comparação, em 2008 foram feitos 116.821 procedimentos cardiovasculares no País, segundo dados da Sociedade Brasileira de Cirurgia Cardiovascular e do DataSUS.
De acordo com o presidente da SBCP, José Yoshikazu Tariki é preciso se atentar à qualidade dos médicos. "Algumas especialidades são tão específicas que só deveriam ter profissionais capacitados atuando", afirma. A preocupação de Tariki tem fundamento. A legislação brasileira permite que o médico exerça qualquer especialidade, mesmo que não tenha o título de especialista na área.
O reflexo para a cirurgia plástica pode ser medido por uma pesquisa do Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp). Entre 2001 e 2008, de acordo com dados do conselho, 97% dos médicos denunciados ao órgão por erros ou imperícia durante a realização de cirurgias plásticas não tinham o título de especialização na área. Segundo o médico cirurgião plástico Fábio Prado Filipi, a formação de um especialista demora 11 anos. Depois, o médico é avaliado por prova pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica para ser reconhecido. "Mas não é tudo. É necessário fazer especializações, participar de seminários e outros eventos para se aprimorar e manter o registro", explica.
(matéria publicada no Jornal de Jundiaí, 09/03/2009)

Comentário:

Fazer uma cirurgia plástica deveria ser a última solução para quem resolve se tornar mais bonito. No entanto, o que se nota é justamente o contrário. Tem pessoas que recorrem a este caminho, supostamente mais fácil, sem pensar nas consequências.
É necessário estar consciente de que uma lipoaspiração, uma mamoplastia, um implante de silicone, é uma cirurgia e, portanto, oferece riscos.
Recordo-me daquele cantor, vocalista do grupo LS Jack, o Marcus Menna, que recorreu a uma lipoaspiração e acabou ficando com sequelas, por ter ocorrido problemas no procedimento. Uma promissora carreira, um jovem no auge do sucesso e tudo interrompido por vaidade, pois o rapaz já tinha um belo físico e não precisava se submeter a este tipo de cirurgia.
Infelizmente esse não foi um caso isolado. É comum abrir os jornais atualmente e ler histórias de outras pessoas que também ficaram com sequelas ou até mesmo vieram a falecer, como foi o caso de Adriana Mabi Lafrete, de 35 anos, que morreu esta semana, no dia 09 de março. Uma mulher que era considerada a mais bonita do seu bairro. Os conhecidos dela afirmaram em entrevista, para o jornal Agora, que ela tinha um belo corpo e não precisava de uma intervenção cirúrgica. E mesmo sem uma real necessidade, ela se submeteu a uma lipoaspiração, uma ninfoplastia (redução dos lábios vaginais) e uma mamoplastia (empinou os seios) e veio a falecer, por ter sofrido complicações e ter sido acometida por uma infecção generalizada. Deixou o jovem esposo viúvo e uma filha de dois anos órfã. Talvez pudesse ter acontecido de outra forma.
Recentemente acompanhei uma entrevista com um psicólogo e com um cirurgião plástico que orientaram as pessoas a refletirem antes de decidir a fazer uma plástica. Alguns indivíduos, principalmente mulheres, quando se sentem abandonados pelos parceiros, resolvem passar por uma intervenção cirúrgica. E, geralmente em casos assim, a resposta não está na aparência física.
Alguém que tem ou está com baixo autoestima ou depressão, por exemplo, tem a tendência de acreditar que a sua infelicidade tem a ver com a sua aparência e que um procedimento desse tipo resolveria todo o problema, mas isso é um mito. Às vezes é importante parar e buscar as verdadeiras respostas dentro de si e não no exterior.
Ao se deparar com uma situação assim o profissional precisa saber orientar seus pacientes a pensar melhor ou buscar um psicólogo.
E, mais ainda, é responsabilidade de cada um driblar as vicissitudes da vida e preocupar-se mais com o conteúdo espiritual e intelectual, pois a beleza interior, a experiência e o conhecimento adquiridos com a vida, o tempo não tira.
Há histórias e histórias, casos e casos. Para algumas pessoas, não existe outra solução, mas para uma grande maioria, o que está faltando, é despertar o bom senso. Pergunte-se: Será que frequentar uma academia não resolveria o problema, mesmo que demore um pouco mais? Por que optar por um caminho mais rápido e, de certa forma, mais perigoso?
Mas se você já pensou tudo o que precisava e está decidido que, para você, esse é o caminho mais viável, então, saiba que é preciso estar atento com alguns detalhes como: escolher um bom profissional e clínica. Conheça outras pessoas que fez cirurgia naquele local e se os profissionais e a clínica está apta a funcionar. E boa sorte. É saudável querer se cuidar e estar sempre bonito, mas cuidado para essa não ser busca e o objetivo mais importante de sua vida!

segunda-feira, 9 de março de 2009

Um conto - O susto...

Tudo ocorreu do jeito que sempre acontece as melhores coisas da vida: meio sem querer. Aninha e Juliana eram irmãs e moravam no mesmo terreno, embora em casas diferentes. Isso, porque Juliana era casada com o Marcelo.
Naquele domingo houve festa o dia inteiro na casa da Juliana. Foi um dia agradável e, no fim do dia, quando o relógio contou 19h, Aninha resolveu ir para a própria casa para tomar um banho e descansar. Deixou todos jogando truco e, após a insistência da irmã, prometeu que voltaria mais tarde para jogar Banco Imobiliário.
Chegou em casa, conectou a internet, enrolou um pouco, tomou um banho relaxante e se dirigiu para a casa da outra mais uma vez. Lá, se encontrava apenas a família do cunhado, pois os outros convidados já haviam ido embora, e estes ainda jogavam truco. Aninha resolveu que iria embora para casa e não queria mais jogar Banco Imobiliário, comunicou sua decisão aos demais, pegou sua câmera digital e desceu com a intenção de descarregar as fotos, que foram tiradas durante aquele agradável dia de comemoração, para o computador.
Já no quarto, olhou-se no espelho e notou umas espinhas inconvenientes no queixo e resolveu exterminá-las naquele momento. Então foi até a cozinha preparou a sua super máscara, composta de farinha de aveia, pasta de dente e água mineral e aplicou no rosto como sempre fazia. Voltou para o quarto, descarregou as fotos, olhou os e-mails, depois resolveu desligar o computador. Ao olhar para a máquina pensou: “Antes de apagar estas fotos, vou levar a máquina para que o Marcelo também descarregue no computador dele, mas agora não, afinal estou com esta máscara no rosto. Já pensou se o povo me vê assim... hehehe”.
Deitou-se um pouco, mas logo se levantou e decidiu fazer um pouco de exercício físico para queimar as calorias que adquiriu durante o dia. Acabou fazendo 40 minutos de esteira. Depois que terminou foi para o quarto, então ela olhou para a máquina e pensou: “Por que mesmo que ainda não levei a máquina para o Marcelo? Ah... porque estou lerda, oras! Deixe-me levá-la já...” E voltou para a casa da irmã, esquecendo-se que estava de máscara...
Enquanto entrava percebeu que todos estavam em oração. A família estava de olhos fechados e todos concentrados, então ela fechou os olhos e começou a orar também. De repente seu Joaquim, pai de Marcelo, encerra a oração e se faz um breve silêncio. Dona Maricota, mãe de Marcelo, foi a primeira a abrir os olhos, depois daquele momento reconfortante da oração. Mas bem a sua frente estava Aninha com a sua cara besuntada daquela estranha máscara, parecendo alma do outro mundo. Não dá outra e dona Maricota grita:
· Nossa! - Aí Aninha abre os olhos e percebe que todos a fitam com caras assustadas e caem no riso. Seu Joaquim é o primeiro a falar:
· Menina, o que é isso? Estava concentrado, fui terminando a oração e ouvi, Maricota exclamar: “nossa!” Quando abri os olhos e olhei “de banda” dei com a sua cara branca e quase morro do coração! Não faz mais isso, não! - E Marcelo complementou:
· Meu Jesus, eu achei que tinha chego a minha hora. Que susto! - Nessa hora Aninha se lembrou que estava com a máscara no rosto e todos caíram na risada.
Logo após tudo ter sido esclarecido, Aninha deixou a câmera na mão do cunhado e dirigiu-se a seu aconchegante lar. Ufa, por todos, né! Até que dá para entender o tão grande susto... Vai que é a morte? Ou então uma alma penada carente de oração? Ou, até mesmo, um extra-terrestre, decidido abduzir alguém para estudar o funcionamento do estomago ou sei lá... Na dúvida é realmente melhor ficar atento. É bem verdade que o medo nos faz ver muitas coisas que a imaginação fértil endossa, mas nunca se sabe, né!

sábado, 7 de março de 2009

Carne vermelha: Os prós e os contras!

Muitas pessoas adoram comer carne vermelha e até salivam ao imaginar uma suculenta picanha assada. No entanto, não é recomendável exagerar. Apesar deste tipo de carne ser um alimento importante para prevenir a ocorrência de anemia ferropriva, por ser fonte de ferro de alta biodisponibilidade e de concentrar outras proteínas de alto valor biológico, como as vitaminas do complexo B e outros nutrientes, a moderação na hora de consumir é o melhor caminho.
Vários estudos têm demonstrado que ingerir carne vermelha em demasia pode causar doenças cardiovasculares, derrames e alguns tipos de câncer, principalmente o de intestino, comum nos países ocidentais (Os orientais são mais adeptos a ingestão de carnes brancas).
O ideal é consumir uma média de 240 gramas de carne por semana (isso mesmo, por semana!), pois o nosso organismo não tem capacidade para digerir grandes quantidades, principalmente se esta for processada, segundo a nutricionista Soraya Dib.
O indicado é intercalar a carne bovina, com carnes brancas, sem esquecer dos alimentos ricos em fibras como os cereais integrais, frutas e verduras. E, além disso, vale lembrar que há outros alimentos, como a lentilha e o amendoim, por exemplo, que assim como a carne vermelha, são excelentes fontes de proteínas.
Carnívoros x herbívoros:
Para aqueles que acreditam que não há como diminuir a quantidade de carne a ser ingerida, é bom saber que os seres humanos não são seres considerados propriamente carnívoros. Há, nos humanos, características que se assemlham mais aos herbívoros.
Os carnívoros têm em sua composição: garras, transpiração pela língua, dentes afiados na frente e sem os molares chatos atrás para moer, intestino três vezes o tamanho do seu próprio corpo para que a carne - que logo apodrece - possa passar rapidamente, o fato de possuir um forte ácido hidroclorídrico no estômago para a digestão da carne e saliva ácida.
Os herbíveros têm dentes afiados na frente, mas com molares chatos atrás para moer, um intestino que é de 10 a 12 vezes maior que o corpo, ácido estomacal vinte vezes mais fraco que o dos carnívoros e saliva alcalina com ptialina para pré-digerir grãos. Essa descrição dos herbívoros coincide com o funcionamento do corpo humano. Logo, se o forte da alimentação humana fosse a carne, não haveria tanta similaridade das características físicas dos humanos com as dos herbívoros.
Assim, na hora daquele churrascão de dar água na boca, aproveite sem exagerar. O seu organismo agradece e os boizinhos também!

Ps.: O que, aliás, merece um adendo, é a criação de gado sem fiscalização na Amazônia, que está sendo causa de desmatamento da floresta e destruição do meio ambiente. Na hora de comprar carne, procure saber a procedência. O planeta agradece!

Um conto - Amanhã por hoje?


Arnaldo era o cara! Contava seus 35 anos. E estava no auge. Era diretor de uma grande rede que vendia convênios médicos. Orgulhava-se de sua posição e tinha motivos para se orgulhar. Era jovem ainda e já comandava um grande negócio. Determinava regras, tinha o comando, considerava-se um vencedor. Principalmente, por ter sido um menino pobre, filho de um homem trabalhador, mas que, apesar de nunca ter deixado faltar nada em casa, sempre fora ausente. Como sua mãe sempre trabalhou fora para contribuir com a despesa, nunca conseguiu suprir a carência de pai que ele sentira, apesar dela ter sido um pouco mais presente. No entanto, tudo isso eram apenas lembranças e fazia parte do passado. Hoje ele era um homem de sucesso, que estudara e conquistara seu lugar ao sol.
Em alguns momentos as pessoas não entendiam suas decisões, mas ele tinha que ser linha dura. Afinal, mesmo trabalhando com saúde, tinha que pensar nos lucros. Ele tinha uma família para sustentar e também queria progredir, oras. Pelo menos era o que gostava de acreditar. E se a saúde não tinha qualidade no país, a culpa não era sua. E se havia algumas regras que prejudicavam os seus clientes, eram ossos do ofício, fazer o que? Ele não iria conseguir agradar todo mundo, pensava.
O seu mais novo problema era aquele sujeito que resolveu fazer um convênio para a mãe de 115 anos e como não conseguiu, resolveu levar o caso para o jornal. E a impressa estava em cima, o que poderia significar problemas. Obviamente ele não incentivava seus corretores a vender convênios para essa gente idosa que, a seu ver, já está fazendo hora extra na terra. Seria prejuízo na certa!
No entanto, ele sabia que o tempo ia passar e aquela história iria ser esquecida. Não era a primeira vez que reclamavam. Pessoas idosas ficam doentes sempre, causam custos, por isso que os corretores já não recebiam comissão por este tipo de venda e, se mesmo assim, seus funcionários resolvessem vender os convênios, o valor seria tão alto que poucos teriam condições de arcar. Não precisava temer, logo o caos passaria.
O tempo passou e Arnaldo teve razão. O problema foi amenizado. As pessoas esqueceram. Brasileiro tem memória curta. E o diretor foi levando sua vida e seus negócios, sempre se concentrando na progressão profissional e financeira. Assim os anos foram passando... Um ano... Dois... Até cinco anos... E Arnaldo foi demitido! Meu Deus, que choque terrível! Aos 40 anos, quem lhe daria emprego? E com um salário tão alto quanto estava acostumado? Ele nunca foi o tipo que poupava. Apesar de ter ganhado sempre um bom salário, também morou muito bem, comeu muito bem e ostentou muito bem. Muitos carros financiados e muitas viagens. E agora? O que iria fazer? Mas não iria se desesperar, com a experiência que ele tinha e os amigos influentes, com certeza logo arranjaria outro emprego.
Entretanto, os dias foram passando depressa e nada de emprego. Já fazia dois anos que estava desempregado e não conseguia achar nada a sua altura. O dinheiro que recebeu referente a dispensa do emprego mal deu para as dívidas e ainda haviam lhe sobrado muitas delas sem pagamento. O lado positivo foi que, durante o último ano, ele conseguira se aproximar mais de sua família e até de seus pais. Percebeu que tinha se afastado muito do convívio com as pessoas queridas. Notou que seus pais sentiram sua falta, mas respeitaram a sua escolha de se manter distante, e agora, mesmo falido eles o aceitavam, diferentes dos amigos, que acabaram se afastando. Naquele último ano tinha feito programas com o pai e a com a mãe que lhe proporcionou a chance de conhece-los um pouco melhor e permitiu-lhe curti um pouco a companhia dos dois idosos queridos. Que nem ele tinha percebido o quanto eram queridos para ele, até aquele momento. Pescou diversas vezes com o pai e levou a mãe para almoçar outras vezes.
No entanto, os problemas financeiros ainda continuavam. Dos numerosos bens, sobraram-lhe a casa e um veículo. O que era positivo por um lado, também lhe preocupava por outro, pois era IPVA, IPTU e contas e mais contas. Ele já não sabia o que fazer. Sua esposa, Elisa, tinha parado de trabalhar a muitos anos, afinal dava para viver sossegado com o que ele ganhava. Mas agora, diante da nova situação, seus três filhos já tinham sido transferidos para a escola pública e o padrão de vida da família diminuía cada dia mais.
Foi então que aconteceu o pior: Naquela manhã de domingo todos acordaram felizes, pois iriam almoçar na casa dos pais de Arnaldo. A família inteira estaria lá. Seria um domingo venturoso. Todos se arrumaram e, contentes, se dirigiram para o almoço. Arnaldo sabia que o seu pai passara mal no meio da semana, mas o velho era forte e já estava bem.
Chegaram por volta das 10h e cada qual foi para um lado. As crianças foram brincar, a esposa foi ajudar a sogra e as cunhadas e ele foi bater papo com os irmãos e com o pai. Foi aí que de repente, o seu João, pai de Arnaldo teve uma forte dor no peito e foi encaminhado ao hospital. Ele seria atendido pelo Sistema Único de Saúde (SUS), pois não tinha convênio médico.
No hospital, Arnaldo ficou sabendo que o seu João teve apenas um princípio de derrame e logo voltaria para casa, mas como ele tinha várias veias entupidas seria necessário fazer um cateterismo o mais breve possível ou poderia morrer. O ex-diretor tinha consciência que se fosse esperar pelo SUS, o pai não teria muita chance de vida, então ele resolveu usar o pouco dinheiro que ainda tinha e juntar com a contribuição dos irmãos para tentar fazer um convênio para o seu pai, que já tinha 69 anos de idade. Ele não achava justo que um homem que trabalhou a vida inteira fosse tão maltratado no fim da vida. E seu pai era um homem bom. Tinha sido um pai distante, mas ele descobriu, depois que se reaproximou, que o seu pai tinha muito a ensinar, apenas ressentimentos de uma vida inteira não o tinha permitido ver isso. Com a experiência que ele tinha nesse meio, sabia que o desafio que vinha pela frente era grande, tinha noção de como iria ser custoso conseguir um convênio médico para seus pais (porque, claro, que ele ia fazer um convênio para a mãe também), além de caro, seria por volta de R$ 500 mensal, o valor que seria pago pelo convênios dos dois e, além disso, os corretores não iriam se esforçar para vender o convênio, pois não ganhariam a comissão. Mesmo sabendo de tudo isso ele não iria desistir...
E assim, começou a sua procissão, ele correu atrás de convênios, por um mês, até que seu pai teve um ataque cardíaco durante uma certa noite de verão e, acabou falecendo por não ter tido um atendimento preciso. E Arnaldo pensou: ”Por que será que parece doer mais quando é conosco?”

terça-feira, 3 de março de 2009

Estrela do mar

(Marcha rancho de 1952 - Marino Pinto e Paulo Soledade)

Um pequenino grão de areia
que era um pobre sonhador
olhando o céu viu uma estrela
E imaginou coisas de amor (ô, ô, ô)

Passaram anos, muitos anos,
Ela no céu, ele no mar,
Dizem que nunca o pobrezinho

Pode com ela se encontrar
Se houve ou se não houve
Alguma coisa entre eles dois

Ninguém soube até hoje explicar
O que há de verdade
É que depois, muito depois
Apareceu a estrela do mar...


Fala aí... muito fofo, né!
Escute um trecho: Estrela do mar

Aviador e boêmio da lendária Turma dos Cafajestes que armava os maiores quiproquós no "café soçaite" carioca dos anos 50, Paulo Soledade também deu uma bela contribuição à MPB. Teve parceiros ilustres como Marino Pinto e Vinícius de Moraes. "Estrela do Mar", foi uma famosa marcha-rancho gravada, em 1951, pela cantora Dalva de Oliveira. E foi regravada outras vezes por outras grandes vozes da MPB, como Maria Bethania que gravou em 1977, por exemplo.

domingo, 1 de março de 2009

Minha habilitaçao venceu... O que fazer?

Quando você olha para sua Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e percebe que a data de validade está para vencer, a primeira pergunta que lhe ocorre é: O que fazer? Pois saiba que o procedimento pode ser mais simples do que você pensa. De acordo com uma medida aprovada pelo Contran (Conselho Nacional de Trânsito), que faz parte da resolução 168/04, os motoristas que possuem CNH anterior a novembro de 1999, precisarão fazer os cursos de primeiros socorros e direção defensiva, além do exame médico, para renovar a sua habilitação. No entanto, por determinação do Denatran (Departamento Nacional de Trânsito), só é necessário fazer o curso uma vez, ou seja, na renovação posterior o condutor não precisará fazê-lo de novo. Quem tirou a CNH depois dessa data está dispensado a fazer o curso, pois o Contran subentende que a pessoa já o tem. Abaixo segue o passo a passo de como proceder para renovação:
Para os mais práticos e que não se importam em gastar um pouco mais, o melhor é se dirigir a uma auto-escola. Se a sua primeira habilitação foi tirada antes de novembro de 1999, a renovação custará o equivalente a R$ 202,30. Caso você tenha se habilitado posteriormente, o valor cobrado será de R$ 132,31. No primeiro valor está incluso o exame médico, a taxa pela renovação, os custos da auto escola e o curso de reciclagem, na segunda situação o valor corresponde a todos os itens apresentados, com exceção do curso, que o motorista já deve ter.
Entretanto, caso você queira economizar, saiba que é possível. Você mesmo pode fazer a renovação de sua CNH e economizar no mínimo R$ 62,84 caso precise fazer o curso de reciclagem ou R$ 52,85 caso não precise fazer o curso. As etapas necessárias para fazer pessoalmente são:
Para quem se habilitou antes de novembro de 1999:
· O primeiro procedimento a ser realizado, segundo o Detran (Departamento Estadual de Trânsito), é o exame médico, cujo valor é de R$ 52,31;
· O próximo passo é pagar uma taxa no valor de R$ 26,15, no banco Nossa Caixa Nosso Banco (NCNB), para emissão da CNH.
· Logo à seguir, o motorista precisará do certificado referente ao curso de noções de primeiros socorros no trânsito e direção defensiva. Será necessário fazer uma prova sobre o conteúdo do curso, na qual constará 30 questões de múltipla escolha, devendo o condutor acertar 70%. Nesse item também é possível escolher entre fazer o curso ou não (a prova é obrigatória). Observe os itens a seguir:
* Para ter acesso ao conteúdo sem fazer o curso, o motorista poderá entrar no site do detran, imprimir as apostilas e assim estudar sobre os assuntos. O aluno precisará fazer prova sobre as matérias, que poderá ser agendada pessoalmente na Ciretran ou pelo portal e-Detran. Gasta-se em média R$ 28,00 dessa forma.
* A outra opção é fazer o curso através do SENAC (Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial), o qual custará R$ 33,00.
* E a terceira opção é fazer o curso diretamente através do CFC (Centro de Formação de Condutores), por R$ 60,00. O curso tem a carga horária de 15 horas. Nas opções intermediárias o condutor não poderá ser reprovado mais de duas vezes, ou precisará fazer o curso presencial pelo CFC.
· O Exame Psicotécnico, que custa R$ 62,01, só será necessário se o motorista exercer atividade remunerada de transporte de bens ou de pessoas com veículos, independente do ano em que tirou a habilitação.
· Para finalizar o processo, o condutor deverá se dirigir a uma papelaria comprar uma capa para renovação de CNH (R$ 1,00) e depois se encaminhar ao Detran, Ciretran ou Poupatempo de posse dos seguintes documentos (sendo que os quatro primeiros itens deverão ser apresentados em cópias): CNH, RG, CPF, comprovante de residência atual, uma foto ¾ recente, exame médico, comprovante da taxa paga no banco NCNB e comprovante do curso.Para quem tirou sua habilitação depois de novembro de 1999, precisa fazer todos os procedimentos descritos acima, só não será necessário fazer o curso. Caso queira se informar melhor é só acessar o site do detran.
Há ainda mais uma opção, que é ir direto ao Poupatempo (que se localiza em Campinas ou na Sé, em São Paulo) e lá fazer a renovação. Aqueles que tiraram a CNH antes de 1999, devem fazer o curso antes de ir e, quando for, levar consigo o certificado, juntamente com a cópia e original do comprovante de endereço, CPF, RG e 1 foto 3x4, e mais os valores correspondentes a renovação, já citados anteriormente. Aqueles que não precisam fazer o curso, pode se direcionar levando os outros documentos, menos o certificado. Todo o procedimento levará por volta de uma hora. Lá mesmo você conseguirá fazer o exame médico e pagar as taxas necessárias. É também um caminho bem prático para a regularização da sua habilitação.
Agora é só buscar o caminho mais fácil para você, o que não vale é andar por aí com a CNH vencida!
imagem: Divulgação.

Adote esta ideia... filhos coração!

Adoção é um assunto que divide opiniões. Muitos simplesmente nem cogitam esta ideia. Outros até pensam, mas acham o procedimento complicado e acabam não colocando em prática. No entanto, atualmente, graças ao ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente), o processo de adoção se tornou mais fácil e menos burocrático aqui no Brasil. Saiba mais!
A palavra adotar teve origem no latim adoptare, que significa escolher, perfilhar, dar o seu nome a, optar, ajuntar ou desejar. Juridicamente, o ato de adotar é um procedimento legal que consiste em transferir todos os direitos e deveres de pais biológicos para uma família substituta, conferindo para crianças/adolescentes todos os direitos e deveres de filho. No caso de criança ou adolescente que tem família, eles só estarão a disposição para adoção após haver esgotado todos os recursos para que a convivência com os entes originais aconteça.
Há, no Brasil, milhares de infantes que vivem em instituições públicas, esperando uma reintegração familiar. Nesses casos, a adoção seria a melhor saída para que estes pequenos tenham uma infância digna. A adoção é um processo regulamentado pelo Código Civil e pelo ECA. Esses órgãos determinam que para esses casos devem ser priorizados as reais necessidades, interesses e direitos da criança/adolescentes.
Com o gesto da adoção pais que não podem ter filhos biológicos podem realizar seus sonhos de paternidade e maternidade sendo pais do coração. Ou até mesmo, pessoas que já tem filhos naturais, mas querem contribuir com a formação de um outro ser humano que não teve uma sorte similar ao do seu filho que é criado com carinho e atenção, também pode ser um adotante.
No entanto, o presidente da 39º Subseção da Ordem dos Advogados do Brasil de São Bernardo do Campo, Uriel Carlos Aleixo, salienta que para se tornar um pai ou mãe adotivos tem que ter maturidade. Não pode ser um ato por impulso, para encobrir complexos ou fazer caridades, afinal a adoção depois de concretizada é para sempre.
Segundo o Conselho Nacional de Justiça, o Cadastro Nacional de Adoção tem 10.518 pais interessados em adotar uma criança no Brasil. Para 1,3 mil crianças registradas e aptas à adoção. No entanto, desse número de crianças, apenas 124 têm de zero a quatro anos, 445 têm de 5 a 10 anos e 884 têm de 11 a 17 anos. Apesar do grande número de pessoas interessadas em adotar uma criança, o cadastro confirma que a adoção tardia ainda é um obstáculo a ser superado. Adoção tardia é uma expressão usada para fazer referência a adoção de crianças maiores ou adolescentes.
Infelizmente, ainda existem pessoas que quando pensam em adoção, definem um perfil de crianças, como, por exemplo: bebês brancos, de até um ano de idade, entre outras exigências. O que acaba excluindo uma grande maioria de crianças que também precisam de um lar. Quanto maior a criança ou, muitas vezes, mais escura, as chances de serem adotadas é menor. Acima de 4 ou 5 anos, a possibilidade de adoção é menor. Um dos argumentos apresentados pelos candidatos a pais para não adotarem uma criança com mais idade é ter medo de levar crianças com formação ruim ou muita revolta para dentro do seu lar. Mas é bom pensar que ao fazer uma a adoção, a pessoa está executando um ato de amor.
Lembro-me de uma história que vi em um comercial de televisão, contada por um homem, já de meia-idade, que foi adotado quando ainda era criança e tinha, aproximadamente, uns 10 anos por uma bondosa senhora. Ele, que já tinha morado nas ruas, guardava dentro de si, muita revolta e tristeza e achava que iria ser abandonado por aquela senhora como já havia sido outras vezes, por diversas pessoas. Então, quando se viu só na casa daquela senhora, ele tampou todas as pias da casa, ligou todas as torneiras e alagou a casa na qual fora recebido. Quando a senhora chegou e encontrou a situação, ao invés de bater no jovem, ela simplesmente o abraçou. Ao entender aquele ato do garoto como expressão do medo e carência que ele devia estar sentindo, aquela senhora, ganhou o amor daquele jovem para sempre e o transformou em uma pessoa melhor. Ela usou para desarma-lo, a melhor arma que existe: o amor.
Se cada ser humano fizesse a sua parte, o mundo seria melhor. Ao invés de dar umas moedas àquelas crianças pedintes que ficam nas ruas e depois virar as costas sentindo que fez uma grande obra de caridade, analise a possibilidade de adotar uma criança. É como fala o dito popular: “É muito melhor ensinar a pescar, que dá apenas um peixe. Aquele que aprende a pescar, não mais terá fome, enquanto o que ganhou o peixe, amanhã estará pedindo outra vez”. Adote um ser humano e faça o seu melhor por ele.
Há aqueles indivíduos que ao decidirem adotar um bebê, resolvem recorrer a esquemas informais, driblando o processo judicial de uma adoção legalizada. Entretanto o que pode parecer mais fácil no momento pode ser frustrante no futuro, ou seja, é comum os pais biológicos desta criança se arrepender da adoção e voltar para buscar o pequeno. E mesmo que o adotado esteja devidamente registrado no nome dos novos pais, pode-se provar a real paternidade da criança apenas com um exame de DNA. E os adotantes que agiram ilegalmente podem, até mesmo, acabar prejudicados judicialmente.
Por isso, mesmo que o caminho da adoção legal possa ser um pouco mais demorado, o melhor é seguir os tramites legais, apresentar a documentação solicitada e aguardar uma criança que seja liberada para adoção.
Existe uma cartilha da campanha “Adotar é mudar um destino”, que traz informações sobre o passo-a-passo do processo de adoção no Brasil. O conteúdo do material informa aos pais sobre a legislação vigente e sobre como é realizada a seleção dos pais que estão aptos a adotar uma criança.
Os procedimentos iniciais para aqueles que desejam adotar uma criança são:
- Ter mais de 21 anos e ser, no mínimo, 16 anos mais velho do que o adotado;
- Oferecer um ambiente familiar adequado;
- A inscrição, avaliação e acompanhamento realizados por instância oficial são gratuitos;
- Procure o Juizado ou Vara da Infância e da Juventude de sua cidade, principalmente nas capitais e grandes cidades (Os juizados mantêm uma “Seção de Colocação em Família Substituta” onde prestam todas as informações para as pessoas que desejarem conhecer os passos para a adoção de crianças);
- Para se tornar um adotante é necessário algumas formalidades, certos requisitos e algumas medidas de prevenção e segurança. São elementos simples que formarão o processo para habilitar um pretendente, mas não será obstáculo para desestimular a adoção ou dificultar a vontade do adotante.
- Não há exigência quanto ao estado civil do pretenso adotante. Pouco importa se é solteiro, casado, divorciado ou amasiado (em caso de viver com outra pessoa, o conjugue deverá concordar com a adoção e ter o mesmo desejo);
- O adotado não poderá ser adotado pelos irmãos ou pelos avós, no entanto estes podem solicitar a guarda do adotado. Enquanto na adoção a certidão de nascimento muda a filiação e passa ser herdeiro do adotante, passando a ter inclusive o mesmo sobrenome do adotante, a guarda impõe ao guardião os deveres de assistência moral, material e educacional. E assegura a criança todos os direitos, inclusive os direitos previdenciários.
- A etapa que pode ser um pouco mais demorada é a da aprovação dos adotantes. Após as entrevistas, da visita às residências dos pretensos adotantes e depois de esclarecidas todas as dúvidas dos técnicos do Juizado, este processo segue para o Promotor que manifestará sobre a habilitação e, finalmente, o processo segue para o Juiz que, encontrando-o satisfatoriamente instruído, poderá deferir a habilitação dos adotantes. Depois da aprovação do Juiz, os pretensos adotantes passarão a integrar um cadastro, ou relação, de possíveis adotantes;
- Quantos mais requisitos forem manifestados como preferência dos adotantes em relação aos adotados, mais tempo demorará para que a criança lhes seja encaminhada;
- Existe um período de tempo em que o juiz expede um termo de guarda antes de deferir a adoção, este período é denominado de “estágio de convivência”. Neste prazo é possível desistir do processo, porque não foi formalizado. Da mesma forma o juiz pode, inclusive cancelar a guarda e não deferir a adoção (isso só acontece em casos extremos e graves);
- Depois da adoção formalizada o adotante não poderá desistir da adoção e simplesmente devolver a criança. A adoção é um caminho sem volta. Pela lei é irrevogável, por isso pede reflexão e maturidade. No entanto, há poucas atitudes tão lindas como essa;
- Segundo o ECA, a adoção só será permitida em caso de consentimentos dos pais biológicos ou representantes do menor. Estes só perdem seus direitos quantos aos seus filhos, depois que já se esgotaram todas as medidas possíveis para sanar o problema. Isso só acontece quando o juiz constata que a criança sofre risco de desenvolvimento, de saúde ou de vida, após um processo regular, com direito a todos os recursos possíveis. Se comprovado que o infante corre algum risco perto dos pais biológicos ou representantes legais, eles são retirados do lar paterno e é efetivado a destituição do pátrio poder desses pais. Assim, a criança será disponibilizada para adoção. Crianças que tem pais desconhecidos e são abandonadas também estarão disponibilizadas para adoção;
- Os pretensos adotantes podem ser designados pais de plantão, ou seja, depois de passar pelos processos de entrevistas e ter sido autorizado pelos juizes eles ficam a disposição do juizado. Então, quando uma criança recém-nascida é abandonada em hospitais ou até vias públicas, esses pais podem receber esta criança em caráter provisório. Há uma lista de espera para organizar o procedimento;
- A justiça não prevê adoção em casos de homossexuais. Essa decisão ficará a cargo do juiz que julgará o caso.
- Adoção para estrangeiros só é permitida como medida excepcional, sendo possível, portanto quando a criança ou adolescente não for pretendido por pessoas residentes no país.
- A licença maternidade para mães adotivas é regida pela CLT (Consolidação das leis do trabalho) e foi concedida após a Lei 10.421/02 entrar em vigor. A mãe adotiva tem o direito à licença maternidade proporcional de 120 dias no caso de adoção de criança a partir de 1 ano de idade. 60 dias no caso de adoção de criança a partir de 1 ano até 4 e 30 dias no caso de adoção de crianças a partir de 4 anos até 8. Os pais tem direito a 5 dias de licença paternidade.

Documentação necessária:
Dirija-se a Vara da Infância e Juventude mais próxima de sua casa com os seguintes documentos:
- RG
- Comprovante de residência;
- A Vara agendará uma data para entrevista com o setor técnico. Você receberá a lista dos documentos que ela precisará para dar continuidade ao seu processo, que geralmente são:
Cópia autenticada da certidão de casamento ou nascimento
Carteira de Identidade e CPF dos requerentes;
Cópia do comprovante de renda mensal
Atestado de sanidade física e mental;

Para que servem as entrevistas:
Visam conhecer as verdadeiras motivações e expectativas dos adotantes. Para verificar se o solicitante está preparado para receber uma criança na condição de filho. A partir disso, as entrevista conciliam as características das crianças/adolescentes que se encontram aptas à adoção com as características que o adotante espera de um filho. As vezes, mesmo o adotante não podendo atuar tradicionalmente por não poder ou não desejar, ainda assim, podem ajudar se quiserem. Nesses casos, é possível cadastrar-se no sistema de apadrinhamento, de guarda ou realizações de ações solidárias.
Candidato reprovado:
Os candidatos reprovados são divididos em dois grupos: inaptos e inidôneos. Os inaptos são aqueles considerados insuficientemente preparados para a adoção. Mas podem ser indicados para alguns serviços de acompanhamento, apoio e reflexão para candidatos à adoção e poderão ser reavaliados futuramente pela Vara. Já os inidôneos são aqueles que cometeram faltas ou delitos graves.