Soneto do amor total
(Vinícius de Moraes)
Amo-te tanto, meu amor... não cante
O humano coração com mais verdade...
Amo-te como amigo e como amante
Numa sempre diversa realidade.
Amo-te afim, de um calmo amor prestante
E te amo além, presente na saudade
Amo-te, enfim, com grande liberdade
Dentro da eternidade e a cada instante.
Amo-te como um bicho, simplesmente
De um amor sem mistério e sem virtude
Com um desejo maciço e permanente.
E de te amar assim, muito e amiúde
É que um dia em teu corpo de repente
Hei de morrer de amor mais do que pude.
Amooooooooo este soneto... acho que, para mim, é o mais lindo do mundo!
Grande Vinícius!!!!!
quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009
Crise, criseeee, criiiiseeeeeeee....
O resultado da primeira pesquisa da Federação Brasileira de Bancos (Febraban) de projeções e expectativas de mercado de 2009, que consultou analistas de 34 instituições financeiras associadas, reduziu a previsão de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro para 1,87% neste ano. Em dezembro, a estimativa era de avanço de 2,56%.
A cada dia, quando leio o jornal percebo que o desemprego aumenta. A expectativa sobre o crescimento e desenvolvimento do país para este ano, está diminuindo. Espero que esta crise ameninze no ano de 2010. Mas, cheguei a ler no jornal que talvez não melhore antes de 2011. No início da crise foi previsto pelos economistas, que este seria um ano complicado para o Brasil, assim como para o mundo. Países como o Japão, segunda maior economia mundial, entrou em recessão. Nos Estados Unidos, o número de desempregados só aumenta. Muitas pessoas físicas pedindo falência (lá é um procedimento normal perante a lei).
No Brasil, nunca e nem de forma tão rápida a indústria sofreu uma derrocada tão forte como no último trimestre de 2008. (informação da Folha de São Paulo). Em comparação com dezembro de 2007, a retração foi mais intensa: 14,5%, também a maior desde 1991. Com isso, o último trimestre fechou com queda de 6,8% ante o terceiro trimestre e de 9,8% em relação ao mesmo período de 2007.
Segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), até setembro de 2008 o Brasil gozava da terceira maior taxa de crescimento da produção industrial entre os países com parques fabris maduros do mundo. Tal expansão, porém, foi abortada pela crise.
Sinto muito por toda esta situação, pois o Brasil estava indo bem em seu caminho de crescimento. Mas por outro lado, quem sabe não é o momento dos EUA perder um pouco deste poder, que muitas vezes, é tão mal utilizado?
Quando Barack Obama ganhou a eleição para presidente, acompanhei pela televisão tanta esperança por parte das pessoas que o elegeram e até de outras partes do mundo, de que ele pudesse fazer algo para resolver todos os problemas que o seu país está enfrentando e, consequentemente, melhorar a situação mundial. Li até crônicas que ironizavam a situação. Afinal são grandes problemas.
Claro que tudo que está acontecendo atualmente é muito maior, mas comparei a esperança e o carinho do povo para com Obama, com a vitória do presidente Lula no seu primeiro mandato e a esperança que cada brasileiro depositou nele, acreditando que ele iria melhorar as coisas.
Acredito que Lula foi bem em algumas coisas, e em outras poderia ter sido melhor. E espero que Obama consiga suportar a pressão e fazer um bom trabalho.
quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009
Racha sobre anistia no governo.
Enquanto para a Casa Civil não foram contemplados pela Lei da Anistia os agentes que cometeram “crimes comuns como lesão corporal, estupro, atentado violento ao pudor, homicídio, ocultação de cadáver e tortura” durante a ditadura militar (1964-1985), para o Ministério da defesa não é possível identificar autoridades responsáveis pelos delitos e que o esquecimento penal desse período negro de nossa história contribui para o desarmamento geral.
O Ministério da Defesa, Itamaraty e Advocacia Geral da União querem o perdão aos torturadores. Nelson Jobim, Ministro da Defesa, defende o esquecimento e as Forças Armadas dizem que a anistia liga-se a fatos e possui caráter impessoal, não podendo ser aplicada a indivíduos.
Já o Ministério da Justiça, a Casa Civil e a Secretária dos Direitos Humanos são favoráveis a punição. Os chefes dos três últimos órgãos combateram a ditadura. Dilma Rousseff, responsável pela Casa Civil, esteve presa do início de 1970 até o final de 1973. Ela em conjuntos com os órgãos que são favoráveis a penas para os crimes comuns já citados, afirmam que a Lei da Anistia não prevê esses crimes porque ocorreu estímulo a uma interpretação distorcida dos conceitos apresentados na lei, que acabou se tornando perfeitamente favorável ao ocultamento e impunidade destes crimes que foram cometidos por agentes em exercício no período em questão. E como estes crimes nunca foram admitidos pelo governo dos generais que encaminhou a lei ao congresso, consequentemente não se encontrarão na gênese.
Essa decisão que seria do Executivo, ficará a cargo do STF (Supremo Tribunal Federal).
O Ministério da Defesa, Itamaraty e Advocacia Geral da União querem o perdão aos torturadores. Nelson Jobim, Ministro da Defesa, defende o esquecimento e as Forças Armadas dizem que a anistia liga-se a fatos e possui caráter impessoal, não podendo ser aplicada a indivíduos.
Já o Ministério da Justiça, a Casa Civil e a Secretária dos Direitos Humanos são favoráveis a punição. Os chefes dos três últimos órgãos combateram a ditadura. Dilma Rousseff, responsável pela Casa Civil, esteve presa do início de 1970 até o final de 1973. Ela em conjuntos com os órgãos que são favoráveis a penas para os crimes comuns já citados, afirmam que a Lei da Anistia não prevê esses crimes porque ocorreu estímulo a uma interpretação distorcida dos conceitos apresentados na lei, que acabou se tornando perfeitamente favorável ao ocultamento e impunidade destes crimes que foram cometidos por agentes em exercício no período em questão. E como estes crimes nunca foram admitidos pelo governo dos generais que encaminhou a lei ao congresso, consequentemente não se encontrarão na gênese.
Essa decisão que seria do Executivo, ficará a cargo do STF (Supremo Tribunal Federal).
Eu sou favorável a punição deste tipo de crime. Muitas pessoas enlouqueceram por sofrerem humilhações inomináveis, entre outros tristes desfechos. Uma troca de tiros é chocante, mas é consequência da luta. No entanto, um estupro covarde, choque elétrico, entre outras terríveis ações que foram cometidas em muitos porões na época da ditadura só agrediram a dignidade das pessoas e satisfez pessoas sádicas.
Ciladas do Consumo exagerado...
Vivemos uma época em que muitas pessoas se baseiam no ter. O que pode levar alguns indivíduos a gastar mais do que ganham. Estava lendo uma matéria relacionada às pessoas que compram o que não precisam e como isso pode encaminhar uma pessoa às dívidas e a ruína.
Segundo a psicanalista Márcia Tolotti, as linhas de crédito são fáceis e elásticas, sem dar a noção real do que realmente o consumidor terá que pagar. O marketing, muita vezes, sem escrúpulo, que cria a ilusão de que é preciso ter tudo para ser feliz. Essas são algumas das armadilhas do consumo a que estamos sujeitos.
A psicanalista alerta que como é difícil superar a frustração, é comum o indivíduo tentar compensar a decepção com a aquisição de bens que nem sempre são necessários naquele momento. Muitas pessoas convivem com uma ânsia dentro de si que descontam no comprar desmedido, é a “urgência do desejo”: todos querem tudo e já! Outros vilões que são responsáveis pelo consumismo desenfreado são: a tristeza, a angústia, a baixa autoestima e a culpa.
Márcia aconselha que para se curar deste transtorno compulsivo é importante admitir que há um problema e que a consequência disso são perdas financeiras e também de qualidade de vida, afinal quando a pessoa está com muitas contas a pagar, ela não consegue ficar tranquila e feliz.
O passo seguinte é buscar orientação por meio de livros, cursos, palestras, ou seja, é imprescindível se educar financeiramente. Reflita sobre seu lado emocional e analise se está equilibrado. Pergunte-se o que você está buscando quando compra o que não precisa e gasta o que não pode? O que está tentando resolver ou compensar? Há alguma perturbação? Caso a resposta para este último questionamento seja positiva, com certeza não é em nenhuma loja que você encontrará a resposta.
A psicanalista orienta que a resposta, com certeza, está interna, e relacionada também com a caminhada familiar, profissional, espiritual e social.
Passos indicados por Márcia antes da compra:
- Faça a si mesmo as seguintes perguntas: O que significa para mim ter este produto? Quero por necessidade ou por vaidade?
Alguns cuidados a serem tomados:
- Não parcele o pagamento do cartão de crédito.
- Não faça financiamentos longos.
- Calcule o valor total das compras e veja quanto de juros está pagando.
- Calcule quantas horas você precisará trabalhar para pagar aquele produto.
- Invista no que é mais importante: sua espiritualidade, sua família, seu conhecimento e seu trabalho;
O caso Cesare Battisti
Cesare Battisti é presença constante nos noticiários brasileiros nos últimos tempos, e é o pivô da crise diplomática que o Brasil está enfrentando com a Itália. Ele é ex-militante do grupo Proletários Armados pelo Comunismo, uma facção de extrema esquerda italiana. Foi condenado a prisão perpétua na Itália, sob acusação de ter matado quatro pessoas na época em que era militante. Em 1981, ele conseguiu fugir para a França, e lá, obteve status de refugiado político. Amparado pela doutrina Mitterrand, que protegia ex-guerrilheiros, residiu na França por 11 anos. Nesse período casou-se, teve duas filhas e se tornou um escritor. Quando Jacques Chirac reviu a doutrina, Cesare fugiu para o México para não ser preso, e posteriormente veio para o Brasil.
Atualmente, Battisti se encontra na penitenciária da Papuda, em Brasília. O ex-militante teme ser assassinado caso seja extraditado para a Itália. O Ministro da Justiça, Tarso Genro, baseado no argumento de que o ex-guerrilheiro não teve amplo direito à defesa, optou por conceder refúgio político a ele.
Foi aí que começou o problema com a Itália. Mas será que é para tanto? A Revista Istoé desta semana discute o seguinte tema: Por que um interesse tão grande e esta perseguição tão ferrenha a este homem? Quando as notícias sobre Cesare são exibidas nos veículos de comunicação, ficam algumas perguntas no ar, como: Será que ele é culpado ou inocente? Será que ele é um indivíduo cruel ou apenas alguém que se deixou levar pelas ideologias em que acreditava, que até cometeu alguns erros e está arrependido?
O ex-militante não admite os crimes pelos quais é considerado culpado pela justiça italiana. E o julgamento, na época, foi feito a sua revelia, ou seja, aconteceu sem a sua presença. O seu direito de defesa foi furtado mediante uma farsa, já comprovada cientificamente (Uma carta em branco assinada por Cesare, que foi deixada nas mãos de um advogado de caráter duvidoso, na qual foi acrescentado posteriormente um texto falso, em que dizia que o réu estava ciente da realização do julgamento).
Na ocasião foi usado como conclusivo para condená-lo, apenas, a palavra de um réu que se beneficiou da delação premiada (quando um preso recebe algum benefício, caso sirva de testemunha e delate um acontecimento criminoso), pois não haviam outras provas contra ele. Julgaram-no responsável por duas mortes que ocorreram no mesmo dia e em cidades diferentes. A impossibilidade física de ele estar presente em ambas no mesmo momento não foi levada em consideração. Apesar de todos estes fatos apresentados, Cesare Battisti, não terá direito a um outro julgamento caso seja extraditado a seu país de origem. De acordo com a Itália, ele já está condenado e o assunto encerrado. Mas ao analisar a questão, não é correto proporcionar a todo ser humano um julgamento justo e com pleno direito de defesa?
A Itália, ao saber da decisão do Ministro da Justiça brasileiro, solicitou o regresso do embaixador italiano, Michele Valensise, daqui do Brasil. Na diplomacia a convocação de um embaixador é o último ato de um governo antes do rompimento definitivo nas relações amigáveis.
O presidente Luis Inácio Lula da Silva enviou uma carta ao presidente da Itália, Georgio Napolitano, explicando os motivos brasileiros para manter a decisão do refúgio a Battisti. Lula ainda complementou que este foi um ato soberano do Brasil e que deve ser respeitado, mas a carta não surtiu nenhum efeito.
Atualmente, Battisti se encontra na penitenciária da Papuda, em Brasília. O ex-militante teme ser assassinado caso seja extraditado para a Itália. O Ministro da Justiça, Tarso Genro, baseado no argumento de que o ex-guerrilheiro não teve amplo direito à defesa, optou por conceder refúgio político a ele.
Foi aí que começou o problema com a Itália. Mas será que é para tanto? A Revista Istoé desta semana discute o seguinte tema: Por que um interesse tão grande e esta perseguição tão ferrenha a este homem? Quando as notícias sobre Cesare são exibidas nos veículos de comunicação, ficam algumas perguntas no ar, como: Será que ele é culpado ou inocente? Será que ele é um indivíduo cruel ou apenas alguém que se deixou levar pelas ideologias em que acreditava, que até cometeu alguns erros e está arrependido?
O ex-militante não admite os crimes pelos quais é considerado culpado pela justiça italiana. E o julgamento, na época, foi feito a sua revelia, ou seja, aconteceu sem a sua presença. O seu direito de defesa foi furtado mediante uma farsa, já comprovada cientificamente (Uma carta em branco assinada por Cesare, que foi deixada nas mãos de um advogado de caráter duvidoso, na qual foi acrescentado posteriormente um texto falso, em que dizia que o réu estava ciente da realização do julgamento).
Na ocasião foi usado como conclusivo para condená-lo, apenas, a palavra de um réu que se beneficiou da delação premiada (quando um preso recebe algum benefício, caso sirva de testemunha e delate um acontecimento criminoso), pois não haviam outras provas contra ele. Julgaram-no responsável por duas mortes que ocorreram no mesmo dia e em cidades diferentes. A impossibilidade física de ele estar presente em ambas no mesmo momento não foi levada em consideração. Apesar de todos estes fatos apresentados, Cesare Battisti, não terá direito a um outro julgamento caso seja extraditado a seu país de origem. De acordo com a Itália, ele já está condenado e o assunto encerrado. Mas ao analisar a questão, não é correto proporcionar a todo ser humano um julgamento justo e com pleno direito de defesa?
A Itália, ao saber da decisão do Ministro da Justiça brasileiro, solicitou o regresso do embaixador italiano, Michele Valensise, daqui do Brasil. Na diplomacia a convocação de um embaixador é o último ato de um governo antes do rompimento definitivo nas relações amigáveis.
O presidente Luis Inácio Lula da Silva enviou uma carta ao presidente da Itália, Georgio Napolitano, explicando os motivos brasileiros para manter a decisão do refúgio a Battisti. Lula ainda complementou que este foi um ato soberano do Brasil e que deve ser respeitado, mas a carta não surtiu nenhum efeito.
Há alguns dias, chegou ao Brasil o Chanceler Franco Fratini, com a missão de convencer o Supremo Tribunal Federal a reavaliar o caso. No entanto, o presidente da Corte Gilmar Mendes, afirmou que a chance de Battisti permanecer refugiado no Brasil é grande, pois a lei proíbe a extradição quando já foi reconhecido o refúgio.
O primeiro-ministro da Itália, Silvio Berlusconi, incapaz de reconhecer a própria decadência, já fez diversas ameaças, caso o Brasil não reveja a sua posição. Ele disse que a Itália não permitirá que o Brasil faça parte do G-8, clube das nações mais ricas do mundo, considerou executar um boicote comercial e quase cancelou um jogo amistoso entre as seleções dos dois países. Esse mesmo primeiro-ministro, disse na semana anterior, em um discurso, que a única forma de evitar estupros, seria colocar um soldado ao lado de cada jovem italiana, pois são excessivamente belas, é apenas um exemplo entre outras declarações infelizes que ele fez. No entanto, parece que se considera superior e disse que não aceita lições de moral do Brasil.
Houve um episódio na França no ano anterior, que pode levar-nos a refletir: Quando o governo francês decidiu não extraditar a terrorista italiana Marina Petrella, ex-militante das Brigadas Vermelhas, alegando razões humanitárias, Roma, apesar de não ter gostado da decisão tomada pela França, acabou acatando a decisão do país.
Então porque não aceitar a decisão do Brasil neste caso? A Revista Istoé aponta como um dos motivos, a síndrome de vira-latas que muitos brasileiros têm, afinal no consulado italiano há fila de conterrâneos nossos solicitando a dupla cidadania. Pessoas como Gilberto Gil, famoso interprete da MPB (música popular brasileira) e Marisa Letícia, esposa do presidente Lula, já conseguiram a sua. Talvez, mais esse acontecimento mostre que o Brasil precisa se valorizar mais, para assim ser valorizado pelos outros povos. O ex-militante Battisti está confiante de que a justiça brasileira não o entregará aos italianos e já faz planos de viver no Brasil com a mulher e as duas filhas. Espero que o refúgio a Battisti seja mantido. Temos como lembrança o que aconteceu a Olga Benário quando esta foi entregue nas mãos dos nazistas. Foi morta em uma câmara de gás. Agora, o caso está nas mãos do ministro de um país democrático, com uma trajetória idealista a honrar.
O primeiro-ministro da Itália, Silvio Berlusconi, incapaz de reconhecer a própria decadência, já fez diversas ameaças, caso o Brasil não reveja a sua posição. Ele disse que a Itália não permitirá que o Brasil faça parte do G-8, clube das nações mais ricas do mundo, considerou executar um boicote comercial e quase cancelou um jogo amistoso entre as seleções dos dois países. Esse mesmo primeiro-ministro, disse na semana anterior, em um discurso, que a única forma de evitar estupros, seria colocar um soldado ao lado de cada jovem italiana, pois são excessivamente belas, é apenas um exemplo entre outras declarações infelizes que ele fez. No entanto, parece que se considera superior e disse que não aceita lições de moral do Brasil.
Houve um episódio na França no ano anterior, que pode levar-nos a refletir: Quando o governo francês decidiu não extraditar a terrorista italiana Marina Petrella, ex-militante das Brigadas Vermelhas, alegando razões humanitárias, Roma, apesar de não ter gostado da decisão tomada pela França, acabou acatando a decisão do país.
Então porque não aceitar a decisão do Brasil neste caso? A Revista Istoé aponta como um dos motivos, a síndrome de vira-latas que muitos brasileiros têm, afinal no consulado italiano há fila de conterrâneos nossos solicitando a dupla cidadania. Pessoas como Gilberto Gil, famoso interprete da MPB (música popular brasileira) e Marisa Letícia, esposa do presidente Lula, já conseguiram a sua. Talvez, mais esse acontecimento mostre que o Brasil precisa se valorizar mais, para assim ser valorizado pelos outros povos. O ex-militante Battisti está confiante de que a justiça brasileira não o entregará aos italianos e já faz planos de viver no Brasil com a mulher e as duas filhas. Espero que o refúgio a Battisti seja mantido. Temos como lembrança o que aconteceu a Olga Benário quando esta foi entregue nas mãos dos nazistas. Foi morta em uma câmara de gás. Agora, o caso está nas mãos do ministro de um país democrático, com uma trajetória idealista a honrar.
terça-feira, 3 de fevereiro de 2009
Um conto - O plano infalível...
Nina e Joana moravam em Campo Limpo Paulista e eram amigas há bastante tempo e faziam parte de um grupinho de garotas que gostavam de frequentar bailes country. Às vezes, outros amigos iam juntos nos bailes, mas Nina, Joana e Ana sempre estavam juntas em todas ocasiões. Nina e Ana eram loiras, enquanto Joana era morena, todas bonitas.
O fato é que Nina começou a paquerar um moço que se chamava Francisco. Ele foi apelidado por ela e pelas amigas de Cowboy, pois sempre ia aos bailes a caráter (de chapéu, roupas e adereços condizentes ao ambiente country). Nina conseguiu ser apresentada a ele por intermédio de um amigo e os dois começaram a se envolver. No entanto, o relacionamento não vingou. O moço só queria dar uns beijinhos e não queria compromisso sério, então Nina resolveu se afastar. A moça ficou um pouco triste, mas o lema das garotas era sempre: “tirou a bota, acabou o amor!” (Uma analogia entre o amor e o mundo country, para evitar sofrimentos desnecessários. Mas que nem sempre dava certo...).
Assim, nada de ficar em casa curtindo fossa, Nina combinou com algumas amigas de ir no fim de semana seguinte ao rompimento, em um barzinho country chamado Bar do Carlão, situado em Cajamar. Como Joana, não estava muito bem, resolveu não ir.
Os dias passaram e chegou o dia do passeio. Nina foi com a Ana e outras amigas. Lá, ela conheceu um rapaz e se divertiu muito. No decorrer da noite ela descobriu que ele se chamava Pietro e que era amigo do Cowboy, seu ex, apesar dela nunca ter notado a presença dele antes. Ele trabalhava na mesma empresa que seu pai, o seu João, na Thyssen Krupp, (uma grande empresa multinacional localizada no município de Campo Limpo Paulista que tem, em média, uns 1.800 funcionários). O rapaz contou-lhe ainda que morava na cidade de Várzea, no mesmo bairro do seu ex. Mas apesar de ter gostado da noite e do rapaz não pegou nenhum contato dele e, também, se recusou a passar o seu.
Na segunda-feira, Nina, empolgada, contava todos os acontecimentos do domingo: como a noite foi divertida, que conheceu um moço bacana e como ela tinha gostado dele. A semana ia transcorrendo sem grandes novidades, mas Nina não esquecia o jovem do baile e não parava de falar nele. Joana perguntou-lhe por que ela não deu o número de telefone ao Pietro já que gostou dele. A menina respondeu que não deu o número, pois sabia que ele não ia ligar, esses ‘baladeiros’ geralmente não retornava no dia seguinte.
De tanto que Nina se referia ao moço, Joana comentou que achava que ele até ligaria. Foi o que bastou para a menina ficar suspirando arrependida de não ter dado seu telefone ao rapaz. Então, Joana resolveu pensar em alguma forma de ajudar a amiga. E é aí que realmente começa a nossa inusitada historinha...
Achar o parcialmente desconhecido, Pietro, já que sabíamos dele somente quatro pequenas informações, era como achar uma agulha no palheiro, como diz o ditado popular. Elas até pensaram em falar com o pai de Nina para que ele localizasse o pretendente da filha, mas não seria mais fácil para ele. Apesar dele ser funcionário da empresa há 20 anos, eram 1.800 funcionários e as informações que tínhamos do moçoilo eram muito limitadas.
Joana então teve uma ideia fora dos padrões, que a princípio pareceu absurda, mas que aos poucos Nina começou a gostar... Ela costumava dizer que Joana e ela pareciam o Cascão e a Cebolinha com seus planos infalíveis... E vamos ao plano:
Joana sugeriu que fosse feita uma ligação ao cowboy, ex da amiga e ele mesmo passaria o telefone de Pietro (amigo dele) para elas... Nina riu da possibilidade, mas à medida que o tempo foi passando a ideia foi amadurecendo na cabeça de Joana. Quem entraria em contato com o Cowboy seria ela mesma, a Joana, pois, do contrário, o rapaz poderia reconhecer a voz de Nina, já que eles já tiveram um breve envolvimento. E essa ligação seria feita na cidade em que ambas trabalhavam (Jundiaí) e de um telefone público, para que ficasse mais difícil uma possível associação do número à imagem da ex. Então decidiram ligar do Bolão (Centro Esportivo de Jundiaí), que ficava próximo do local onde elas trabalhavam e na hora do almoço das duas.
Assim, por volta das 12h, seguiram para o local e Joana ligou de um telefone público, usando um pseudônimo e dizendo que trabalhava em uma famosa loja de calçados da região:
- Oi, bom dia, Sr. Pietro. Eu sou Carla, trabalho aqui na Passarelas e preciso fazer uma atualização de cadastro.
- Oi, Carla, deve haver algum engano, meu nome é Francisco e não Pietro. - Disse Cowboy.
- Então, Sr. Francisco... Esse número de telefone consta na ficha do Sr. Pietro. É uma ficha muito antiga e a maior parte das informações se apagaram. Aqui só consta o primeiro nome, esse número de telefone, o bairro e cidade onde ele mora e o local onde trabalha que é a Krupp. O sr. não tem nenhum amigo com esse nome que possa ter dado seu número como sendo de recado?
- Ah, eu tenho um amigo com este nome, mas ele tem telefone. Por que daria o meu número como recado?
- Na verdade, não sei... Como eu disse é uma ficha bem antiga... Você não poderia me passar o número de telefone dele? Aí eu ligo e falo com ele mesmo...
- Não... É melhor você me passar o seu telefone e eu passo o recado para ele! - Quando Francisco terminou de falar, Joana ficou meio sem saber o que dizer, pois não poderia passar o telefone dela, por razões óbvias. Então, rapidamente veio uma ideia.
- Não adianta eu te passar o meu número, pois só trabalho até às 13h e só eu posso fazer esta atualização.
- Então, está bem... - E depois de pensar um pouquinho, ele acabou passando o telefone residencial do amigo.
Mesmo tendo o contato do almejado pretendente nas mãos Nina titubeou, pois não teria coragem de ligar para o rapaz. E talvez não fosse a melhor solução, pois se ela ligasse diretamente para o moço, ele perceberia que ela enganou o ex para pegar o número de telefone dele. Nina achou que não ficaria bem. Assim, Joana voltou a entrar em ação e ligou para o telefone residencial de Pietro. E por sorte, a mãe do rapaz atendeu:
- Olá, querida, eu sou Maria, a mãe dele. Ele acabou de sair para a academia...
- Então, dona Maria, meu nome é Carla, trabalho nas lojas Passarelas e estou fazendo a atualização do cadastro do seu filho. Será que a senhora pode me ajudar? Consta no cadastro que ele trabalha na Krupp, ele ainda trabalha lá?
- Sim, ele trabalha.
- Na verdade, isto é até uma coincidência, pois meu irmão também trabalha lá. - Joana não tinha irmãos, essa era uma pequena mentirinha para que dona Maria passasse as informações. E deu certo. A simpática senhora passou.
- Ah, é?
- É sim. Quem sabe, eles não se conhecem, né? Em qual seção seu filho trabalha? – E assim, Joana conseguiu o que queria. Estando de posse dos dados corretos sobre a seção que o moço trabalhava na Krupp, horário, entre outros pormenores, Nina falou com o pai dela para que ele entrasse em contato com Pietro, e que dissesse a ele que o achou baseado no pouco que Nina sabia dele. O seu João, um senhor simpático e engraçado aceitou a incumbência dada pelas duas criativas e atrapalhadas meninas e ligou para o moço:
- Viu, você é o Pietro que conheceu minha filha no Bar do Chicão?
- Olha, eu não sei do que você está falando? - A princípio o rapaz foi atender meio com o pé atrás, afinal os homens da empresa costumavam brincar com os colegas de trabalho, pregando peças uns nos outros, mas depois ele foi percebendo que o assunto não era piada e foi relaxando:
- Não é você que vai ao Bar do Chicão e conheceu uma loira lá, a Nina, no domingo passado?
- Vou ao Bar do Carlão e não do Chicão! E conheci uma moça sim.
- Então... É isso aí. Minha filha disse que conheceu você nesse barzinho aí. Ela me pediu para eu passar o telefone dela para você... - E assim o Seu João, passou os telefones de contato da filha: passou o telefone residencial, celular, o da amiga Joana, o dele mesmo, todos os telefones em que Pietro poderia encontrar a moça.
Pietro não se fez de rogado e ligou para Nina no mesmo dia. O encontro foi marcado para a noite. Era uma quinta-feira. Eles começaram a sair e tudo estava muito bem. Até que no domingo seguinte, no fim da tarde Pietro liga para Nina e diz:
- Viu, Nina, aconteceu algo muito curioso...
- O que?
- Hoje eu fui em um encontro de motos e o Francisco estava lá. Aí ele veio com uma história estranha, dizendo que uma menina meio burra da loja Passarelas ligou para ele para atualizar um cadastro e, a tal moça afirmou que eu tinha dado o telefone dele para recado. Francisco comentou que a menina não sabia nada de mim e ele acabou passando o meu telefone para ela. Só que eu nunca dei o telefone dele como recado para ninguém. Então, quando cheguei em casa, minha mãe disse que ligou uma moça da Passarelas, com a mesma história que contou para o Francisco. Minha mãe, que ainda achou a mocinha da 'passarelas' simpática, acabou passando todos os meus dados por telefone para essa desconhecida. Aí, o seu pai consegue me achar misteriosamente na Krupp e me liga. Como ele conseguiu, no meio de 1.800 funcionários? Estive pensando e me perguntei se você tem algo a ver com tudo isso? - Nina gelou. E, por coincidência, naquele momento Joana estava chegando na casa de Nina. Foi aí, que Nina achou uma saída, ela disse que sua amiga Joana tinha percebido que ela tinha ficado afim dele e resolveu ajudá-los a ficar juntos. E aí, com a melhor das intenções, ela combinou tudo com o seu pai e os dois armaram tudo. Pietro engoliu a desculpa e eles namoraram por dez meses.
E depois? Ah, o depois... Isso quem determinou foi o destino... Juiz implacável que sempre conduz as histórias. Bom, de repente o implacável desta frase pode ter significado boas surpresas.
Sempre quis contar esta historinha... É baseada em fatos reais... Os nomes são fictícios...
domingo, 1 de fevereiro de 2009
Acordo Ortográfico
Em outubro do ano passado, o presidente Luis Inácio Lula da Silva, assinou o novo Acordo Ortográfico, que começou a vigorar no dia 01 de janeiro e teve como objetivo alterar algumas palavras do vocabulário brasileiro. Essas mudanças visaram tornar a língua portuguesa mais uniforme entre os países que falam o idioma. Houve diversas alterações, como: o vocabulário passará a contar com três letras a mais: K, W e Y. Essas letras já eram utilizadas no país, mas sem ser reconhecidas formalmente. Algumas palavras como: Ideia, pera, pelo, bocaiuva, creem, perdoo, entre outras, perderam o acento. O trema foi extinto, mas será mantido em palavras estrangeiras e suas derivadas. As regras com relação à utilização do hífen também sofreram alterações.
Muitos reclamaram das novas regras, enquanto outros acreditam que com o tempo todos acabarão se acostumando. Tudo que é novo costuma causar um certo receio nas pessoas, mas com o tempo todos se adaptarão. Até dia 31 de dezembro de 2012 ainda serão aceitos escritos na norma antiga. Mas é melhor ir treinando, pois o tempo passa depressa...
Muitos reclamaram das novas regras, enquanto outros acreditam que com o tempo todos acabarão se acostumando. Tudo que é novo costuma causar um certo receio nas pessoas, mas com o tempo todos se adaptarão. Até dia 31 de dezembro de 2012 ainda serão aceitos escritos na norma antiga. Mas é melhor ir treinando, pois o tempo passa depressa...
Enquanto você não fica craque, pode pedir socorro em alguns sites como o Flip (Ferramentas para a Língua Portuguesa), no qual é possível fazer as verificações. o endereço é: http://tinyurl.com/ckfvcu. Ele analisa o texto e devolve as palavras com as devidas correções. E há ainda o site Interney (www.inteney.net/conversor-ortográfico.php) é outro endereço que faz as alterações. Nele, o usuário digita as palavras ou o texto e, em seguida, clica em “Envia”.
E como diria uma coleginha... E vamo que vamo (sem s mesmo)... rsrsrs
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